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O teatro da fritura de Paulo Guedes

O segundo assunto mais comentado da semana é a suposta fritura de Paulo Guedes pelo Presidente Bolsonaro – o primeiro é a prorrogação do auxílio emergencial.

Ontem essa novela ganhou mais um capítulo com uma atuação brilhante do mocinho da trama. Em um discurso seguro (inédito até então), cheio de frases populistas, Bolsonaro criticou publicamente a proposta da equipe econômica sobre a criação do Renda Brasil.

Bolsonaro nunca fez um discurso sequer de forma segura e agora aparece falando grosso sobre economia – um de seus inúmeros pontos fracos – e contestando toda autoridade técnica do ministro da economia.

Essa foi a solução encontrada para o governo tentar garantir o melhor dos dois mundos.

A fritura de Paulo Guedes desagrada o mercado financeiro, diminui a credibilidade do Brasil perante investidores e decepciona sobremaneira grande parte dos eleitores de Bolsonaro, ou seja, a classe média e alta que, na prática, é quem manda no Brasil.

Por outro lado, o Presidente parece estar viciado nas brincadeiras: Auxílio Emergencial e Renda Brasil. Ao custo de 50 bilhões por mês, o auxílio emergencial garantiu um aumento de popularidade considerável para Bolsonaro que, de olho em uma reeleição em 2022, não quer perdê-la de jeito algum.

Então qual seria a solução para agradar as duas metades do Brasil?

Encenar, é claro!

Bolsonaro discursa como o novo pai dos pobres, critica Guedes, anuncia que não aceita o valor “x” para isso e para aquilo para fazer uma “ancoragem” do valor dos benefícios sociais e dar a falsa sensação de que ele brigou por um valor melhor para o povo, contudo, na prática, a decisão final já está tomada pela equipe econômica e validada pelo Presidente há tempos.

Será que esse roteiro garantirá uma economia liberal e anticomunista por um lado e a reeleição em 2022 por outro?

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos…

Por Leandro Leitão (literalmente)

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